
Oi, aqui é o Fernando. Queria começar desejando boas-vindas às pessoas novas que chegaram aqui!
Um dos principais sinais de que uma newsletter está indo bem é quando seus leitores trazem novos leitores sem que você precise pedir.
Isso mostra que seu conteúdo está sendo realmente útil pra quem o lê, a ponto de divulgarem sem receber nada em troca.
Simplesmente pra compartilhá-los com outras pessoas.
Aproveitando a brecha… que tal encaminhar essa news pra uma única pessoa que pode gostar dela?
Vai ser muito bom pra mim e você ainda ajuda ela. Vamos aos conteúdos de hoje…
✍️ BIG STORY — Menos leitores, mais receita. O curioso caso da MarketBeat
🎥 VÍDEO DA SEMANA — Qual a relação do Thiago Nigro e da Maíra Cardi com meus conteúdos?
🗞️ NOTÍCIAS — A newsletter de USD 150k por ano, novidades da Meta e cliques robóticos
BIG STORY
Uma coisa que já falei algumas vezes (e você ainda vai me ver falando) é que o número de assinantes de uma newsletter não importa tanto assim.
Mais do que isso, o importante é quem são esses assinantes.

Matt Paulson, Fundador e CEO do MarketBeat
Estou falando isso porque quero te contar uma história da MarketBeat, uma empresa de mídia financeira voltada para investidores.
Recentemente, eles fizeram um movimento curioso: cortaram milhões de e-mails da sua base e reduziram os preços de assinatura dos conteúdos pagos.
E sabe o que é mais louco? O faturamento cresceu.
Contexto do mercado: 🔎
1) As AIs facilitaram acesso a conteúdos e estão prejudicando assinaturas pagas.
A base de pagantes deles estagnou em ~11.500 nos últimos anos, o que os levou a reduzir o preço anual de USD 399 pra USD 249.
2) Os provedores de e-mail estão reforçando seus padrões de segurança pra garantir a qualidade.
Ninguém quer ficar mandando e-mail pra quem não abre e correr risco de cair no spam, por exemplo.
Em outras palavras, os provedores querem ver pessoas que abram e cliquem em e-mails regularmente, segundo as próprias palavras do founder da MarketBeat.
Por isso, o foco maior está em canais que geram assinantes mais engajados. Para eles, tem sido anúncios da Meta e em outras newsletters, com 50-60% dos novos assinantes se tornando leitores engajados.
Antes, eles compravam listas de e-mails, das quais apenas 10-20% eram realmente engajados.
Entrando em números… 📊
Há cerca de 1 ano, eles tinham 5,3 milhões de assinantes. E chegaram a ter 6,2 milhões, até que cortaram para 3,6 milhões. Ficou 120 dias sem clicar em nada? Sai da lista.
Ainda assim, o faturamento cresceu. A receita líquida acumulada no ano aumentou 25%. Olhando apenas para a venda de publicidade, o salto foi de 40%.
A empresa faturou USD 50 milhões no ano passado, e deve fechar 2026 entre USD 60-65 milhões, com margem de lucro de 50%. A maior parte do dinheiro vem de anúncios.
Dois pensamentos pra fechar 🔑
Menos leitores, mais receita. Não adianta ter uma base gigante se, no fim do dia, isso não traz dinheiro. Ponto.
Mais uma vez, aquela tendência que eu já trouxe aqui: os grandes players de newsletters, na verdade, são grandes players de mídia… que têm newsletters como uma parte do ecossistema. Mesmo pra quem começa com newsletters, uma hora é preciso expandir.
VÍDEO DA SEMANA
Produzir conteúdo no Instagram não vale a pena?
Expliquei a relação entre uma polêmica envolvendo o Thiago Nigro e a Maíra Cardi com minha filosofia de produção de conteúdo.
Parece um pouco absurdo. Mas juro que faz sentido 😅
NOTÍCIAS
🤑 Um jornalista chamado Stephen Totilo, do universo dos games, criou uma newsletter há 2 anos e já está faturando mais de USD 150k/ano, com 27k assinantes. Expliquei esse case no LinkedIn.
🚫 A Meta lançou globalmente os planos pagos Instagram Plus, Facebook Plus e WhatsApp Plus (entre US$ 2,99 e US$ 3,99/mês), com recursos extras de personalização e insights. Será que essa tendência chega nas newsletters?
📢 Depois de muito resistir aos anúncios, o Substack começou a testar com alguns criadores um programa beta que permite inserir patrocínios pagos diretamente em suas newsletters.
🤖 Segundo uma análise publicada pela GlueLetter, empresa de análise de métricas para newsletters, mais da metade de todos os cliques registrados em newsletters são feitos por bots (cliques automáticos por filtros de segurança).
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É muito bom ter você aqui. Todas as quintas, às 8h da manhã, vou te trazer alguns aprendizados sobre newsletters.
Além de dicas, cases, recomendações e mais algumas ideias malucas que estou pensando por aqui.
Te vejo quinta que vem, na newsletter de quem faz newsletters.
Até a próxima 👋


